Páginas

13 de set. de 2013

Resenha do livro: Percy Jackson e o Ladrão de Raios

" Você baba quando está dormindo. "






Percy Jackson e o Ladrão de Raios é o primeiro volume da saga Percy Jackson e os Olimpianos. O livro é narrado por Percy em primeira pessoa. Uma das partes positivas do livro é que o autor, Rick Riordan, mistura a antiga mitologia grega com a atual America do Norte, deixando o livro mais legal e engraçado. Neste incrível livro, conhecemos Grover, que no começo estudava com Percy, sendo seu melhor amigo, mas depois se revelou um sátiro sênior que morava no Acampamento Meio-Sangue, onde jovens semideuses ( metade humanos, metade deuses) treinavam para sobreviver de monstros desde os tempos antigos. No caminho para lá, Percy, Grover e a mãe de Percy encontram um minotauro, que acaba sequestrando a mãe de Percy. quando Percy consegue matar (supostamente) o minotauro, desmaia e acaba acordando dentro do acampamento. Descobre que seu professor de História, Sr. Brunner, era, na verdade, um centauro chamado Quíron (é o mesmo que foi o instrutor de Hércules e outros grandes heróis da mitologia grega). Quíron explica que o Acampamento Meio-sangue serve para preparar semideuses pra lutar contra monstros e efetuar missões.
Percy conhece outros semideuses como Annabeth, uma filha de Atena muito inteligente que acaba indo junto com Grover na missão de Percy. Luke, filho e Hermes, também ajudou Percy no começo do livro, lhe ensinando técnicas com a espada.

O livro fica mais empolgante quando eles saem do acampamento em busca do raio-mestre de Zeus, com uma profecia em mãos. No caminho eles encontram vários monstros que tentam enganá-los e deuses para ajudá-los. Os capítulos receberam nomes engraçados que fazem o livro ser mais leve e solto. É uma ótima leitura e tem um final muito legal. Contém também uma adaptação para cinema, mas não é muito fiel ao livro por não ter personagens considerados importantes na serie.
Eu conheci essa série pelo filme. Na época, eu fiquei maravilhada com tudo (principalmente pelo fato do Percy ser o Logan lerman!) e depois de um bom tempo eu fui comprar o livro. Depois que eu terminei de ler, eu vi o filme apenas uma vez, e eu não precisava nem dizer que eu passei o filme todo indignada com tudo o que eles colocaram a mais no filme, com tudo que eles tiraram como se não fosse importante e tudo que eles modificaram na aparência das pessoas e principalmente por eles não mostrarem uma parte que é muito importante em relação ao resto da série, que foram os sonhos do Percy, a voz de Cronos e é claro, a entrada para o Tártaro. E se você gostou do filme,você TEM que ler esse livro!

12 de set. de 2013

Resenha do livro: A Menina que Roubava Livros

" QUANDO A MORTE CONTA UMA HISTÓRIA, VOCÊ DEVE PARAR PARA LER. "


A história se desenrola na Alemanha, no período nazista. A Morte conta que havia mantido contato direto com a menina Liesel, principal personagem do livro, em três ocasiões: na morte de seu irmão menor, quando estava para ser adotada; na morte de um piloto aéreo das forças inimigas, na presença de seu melhor amigo, Rudy; e na morte de seus pais, quando a rua em que moravam fora completamente destruída pelos bombardeios da guerra.
No início a Morte descreve com uma singeleza que beira a candura o seu trabalho, ao relatar como levou a alma do irmão de Liesel, quando eles estavam sendo levados para a adoção, dizendo que ao descer do trem “havia uma alminha em meus braços”. Em várias passagens a Morte expressa sua incompreensão referente as diferentes atitudes humanas, indo de um extremo ao outro. Neste momento a Morte também admitiu ter cometido o erro de se distrair, deixando-se levar pela curiosidade da história da Roubadora de Livros.
O primeiro livro, O Manual do Coveiro, ela roubara sem querer no enterro de seu irmão, aos nove anos de idade. O auxiliar de serviços funerários o deixou cair próximo ao túmulo e ela o ajuntou instintivamente, levando-o consigo. Passado o episódio da morte do irmão Liesel chega a sua nova casa, conhece seus pais adotivos, Hans e Rosa Hubermann. A mãe é muito mal educada, usando sempre palavrões, mas em compensação o pai é muito dedicado e amoroso. Começa-lhe a ensinar a ler melhor, usando o livro que ela trouxera consigo. Nas noites em que ela acordava em meio aos pesadelos com seu irmão, o pai lia e tocava acordeão, contando-lhe histórias até a madrugada.
Esses eram os momentos mais felizes de Liesel, que com o passar do tempo percebeu o quanto a mãe Rosa também lhe amava, apesar da rudeza das palavras. Neste meio tempo a guerra começa a situação econômica se complica. O pai de Liesel não se havia filiado ao partido nazista, sendo-lhe mais difícil arrumar trabalho. Liezel ajuda a sua mãe de criação ao buscar e levar as roupas que ela lavava para as famílias mais abastadas, normalmente em companhia de seu amigo e não assumido amor Rudy. Neste meio tempo, Liesel também teve que guardar um segredo. O seu pai escondia no porão um judeu, Max, filho de um amigo que o salvara na primeira guerra. Com Max Liesel desenvolve uma relação de amizade muito forte, mas depois de um longo período ele teve que sair do seu esconderijo, porque os nazistas fariam uma vistoria nas casas. Reencontrou Max no final da guerra. O segundo livro Liesel o roubou numa fogueira na qual queimaram livros e artigos considerados contra o sistema. A guerra avançando e os clientes de Rosa começaram a dispensar-lhe o serviço.
Um certo dia a mulher do prefeito, Ilsa, também lhe dispensou os serviços, dando-lhe um livro de presente para Liesel. Inicialmente ela o aceitou, mas depois o devolveu dizendo que não precisava de suas esmolas. Alguns dias depois retornou acompanhada de Rudy, entrou furtivamente pela janela e o roubou. Assim, sempre que ela se sentia angustiada com as situações difíceis do dia a dia ela voltava a biblioteca e levava outro livro, embora a Sra. Ilsa sempre soubesse. Os ataques da guerra começaram também a atingir a Rua Himmel, onde Liesel e Rudy moravam.
Sempre que eram alertados todos os moradores se dirigiam a um abrigo subterrâneo, onde o medo tomava conta de crianças e adultos. Liesel começou a ler em voz alta para todos, perpetrando nela a paixão pelos livros e pelas palavras. Foi exatamente isso que lhe salvou a vida. Numa noite em que houve um ataque sem aviso prévio a rua foi completamente destruída. Seus pais, seus vizinhos e seu amado, mas nunca confessado Rudy, morreram dormindo, enquanto ela estava escrevendo no porão esta história. Quando os bombeiros chegaram encontraram uma menina de quatorze anos viva entre os escombros. A Morte que recolhia as almas por ali ficou surpresa. Ela viu a menina agarrada ao seu livro, que caiu de suas mão ao perceber que todas as pessoas que amava estavam mortas.
A Morte sorrateiramente agarrou aquele exemplar, pois havia se distraído mais uma vez. Este livro a Morte o mostrou a Liesel, muito anos mais tarde quando a foi buscar junto a seu marido, seus filhos e netos em Sidney, na Austrália. Liesel ficou surpresa ao ver seu livro tantos anos depois e enquanto acompanhava a Morte tranquilamente, ouviu ainda o seu comentário, “Os seres humanos me assombram”.Um livro com uma linguagem simples e acessível, com um enredo ágil, fácil e envolvente, abordando a natureza humana com uma ingenuidade somente possível pela Morte.
Já leu este intrigante livro, se sim, deixe um comentário compartilhando o que você achou da leitura.

11 de set. de 2013

Resenha do livro: A Culpa é das Estrelas


" ALGUNS INFINITOS SÃO MAIORES QUE OUTROS "




  Hazel Grace – Só Hazel, por favor! – tem 16 anos e há 3 luta contra um câncer terminal que, apesar de encolhendo, não lhe dará mais que alguns anos de vida. Ela abandonou a escola há algum tempo e passa as tardes assistindo America’s Next Top Model, o que não quer dizer que ela seja totalmente infeliz.
A verdade é que Hazel há muito tempo aceitou seu destino, e a única coisa que a deixa preocupada, magoada e, principalmente, culpada, é a forma como seus pais precisam encarar esse grande desafio. Isso e a chatice de ter que ficar carregando um cilindro de oxigênio pra todos os lados.
As coisas começam a mudar em sua vida quando, por insistência da mãe, ela vai à reunião de um grupo de apoio para jovens com câncer. Não era sua primeira vez, claro. Já estava acostumada com o ambiente meio esquisito e o discurso otimista, mesmo para os que não tinham mais chances… Mas era a primeira vez de Augustus Waters.
Gus é lindo e tem sua própria cota de sofrimento, tendo perdido uma perna por conta do câncer. Ele é amigo de Isaac, um menino cego com quem Hazel dividia suspiros irônicos durantes as reuniões, e acaba se aproximando da menina. E é claro que daí nasce um relacionamento bastante real, com aspectos dramáticos e muitos momentos fofos.
Uma das coisas que a menina mais ama na vida é um livro chamado “Uma Aflição Imperial”, que termina no meio de uma frase, deixando muitas questões em aberto. Fã incondicional do autor, Hazel sonha em descobrir o que aconteceu – só assim sua vida poderia seguir completa. Mas o autor nunca respondeu nenhuma de suas cartas.
Com um empurrãozinho da doença, Gus e Hazel acabam em uma aventura meio surpreendente para encontrar Peter Van Houten, o autor. E essa é só uma das várias reviravoltas da história, que acabou me prendendo durante cada página, até o fim.